quarta-feira, 6 de maio de 2015

Sinais indicativos do uso de drogas

Sinais indicativos do uso de drogas

Nenhum sinal isoladamente indica o uso de drogas, precisam ser analisados o contexto e a freqüência de sua ocorrência.  Indicadores, “indicam, sinalizam”, não são sinais determinantes, portanto são sinais precoces. Quanto maior o número de sinais, maior será a possibilidade do envolvimento com drogas. O principal fator de precaução é o aparecimento desses sinais em pessoas nas quais eles não ocorriam anteriormente. O principal indicador são as mudanças de um tipo de conduta anterior, para outra. 
                            É preciso salientar também, que alguns desses sinais ocorrem em virtude das mudanças propiciadas pela entrada na adolescência. É também neste período que inicia-se para a maioria das pessoas, o uso de drogas. Na maior parte das vezes é muito difícil para uma família, ou pessoa que conviva com o adolescente, diferenciar o que faz parte de um processo de rebeldia normal da adolescência e o que pode ser motivo de preocupação, sendo ou não mudanças associadas ao uso de drogas. Em caso de dúvida, é sempre melhor procurar ajuda e trabalhar na prevenção, do que esperar a situação se agravar. 
                            É necessário também levar em consideração que o início do uso de drogas ocorre na adolescência e faz parte, quando acontece, de um grupo de atitudes e comportamentos ligados a características desta etapa. 

                            A onipotência faz o adolescente acreditar que nada de mal acontecerá com ele, pois sua força e sabedoria são suficientes para dar conta de todas as dificuldades que possam surgir. O fato de ocorrerem danos aos seus amigos devido a inconseqüência com que tratam os assuntos sérios da vida, é vista como uma falta de habilidade do outro, que o adolescente não reconhece em si.

Texto de  do livro: DROGAS, A BUSCA DE RESPOSTAS,  de Marina e Helio Caetano Drummond Filho.
Continua na próxima publicação.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Diagnóstico: Como comunicar aos familiares

Quando uma criança na família apresenta algum tipo de dificuldade, pode ser difícil  contar para os familiares qual é o diagnóstico. Esse texto ajuda, dando dicas.

Contando para os Familiares
O seguinte artigo, adaptado de Does My Child Have Autism? [O Meu Filho Tem Autismo?] de Wendy L. Stone, Ph.D., fornece algumas informações úteis para falar com seus pais e familiares mais próximos sobre o autismo ou sobre o diagnóstico de SA. As reações variam muito. Porém, qualquer reação que você tenha, será muito importante para educar seus familiares sobre a natureza do autismo depois que você lhes contou sobre o diagnóstico. Para iniciar a sua conversa, você pode falar sobre comportamentos específicos. Por exemplo: "Você conhece aqueles comportamentos sobre os quais estamos confusos há tanto tempo? Bem, agora nós temos um nome e uma explicação para eles, para o porquê deles ocorrerem. Howie não age dessa maneira porque ele está mimado ou porque ele é tímido ou porque ele não gosta de nós – ele age dessa forma porque ele tem autismo. O autismo explica porque ele não fala ou gesticula e porque ele parece não compreender o que falamos. Ele explica porque Howie não está tão interessado em interagir conosco como as outras crianças da família e porque ele brinca com colheres e garrafas em vez de brinquedos. Eu sei que essa é uma notícia desconcertante para todos nós. Mas a boa notícia é que a doença foi diagnosticada no início, e há um monte de coisas que podemos fazer para ajudá-lo. Brevemente ele vai iniciar algumas terapias, e eu estarei aprendendo sobre as coisas que eu posso fazer para ajudá- lo em casa. Eu sei que vocês vão precisar de algum tempo para refletir sobre tudo isso. Mas se tiverem alguma dúvida, como começamos a terapia dele, eu terei o prazer de tentar respondê-las da melhor forma possível. Eu sei que todos nós estamos esperando pelo melhor resultado possível".
Após a conversa inicial sobre esse diagnóstico, continue a manter seus outros filhos e os demais membros da família no ciclo de informações. 2010 Autism Speaks Inc. Autism Speaks and Autism Speaks It’s Time To Listen & Design are trademarks owned by Autism Speaks Inc. All rights reserved.

Fonte: Http://www.portalinclusivo.ce.gov.br/phocadownload/publicacoesdeficiente/manualparasindromedeaspergerautismo.pdf

segunda-feira, 9 de março de 2015

Antidepressivos sem terapia não têm efeito

Antidepressivos sem terapia não têm efeito, aponta pesquisa

Os estudos mais recentes vêm mostrando que os antidepressivos restauram a capacidade de determinadas áreas do cérebro a fim de contornar rotas neurais cujo funcionamento não está normal, mas essa mudança só trará benefícios se acompanhada de uma mudança do paciente – mudança esta obtida através da psicoterapia.
Essa mudança no “hardware” do cérebro só trará benefícios se houver uma mudança no “software” – o comportamento do paciente – algo que não é suprido pelos antidepressivos, só podendo ser alcançado mediante a psicoterapia ou terapias de reabilitação; O alerta está sendo feito pelo neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsinque (Finlândia).
Plasticidade cerebral
Milhões de pessoas em todo o mundo tomam antidepressivos seguindo receitas de seus médicos, e as empresas farmacêuticas têm faturado bilhões de dólares vendendo essas drogas.

“Simplesmente tomar antidepressivos não é o bastante. Nós precisamos também mostrar ao cérebro quais são as conexões desejadas,” pontuou o pesquisador.
Pesquisas em modelos animais demonstram que os antidepressivos não são uma cura por si só; Em vez disso, o seu papel é o de restaurar a plasticidade no cérebro adulto.
Os antidepressivos reabrem uma janela da plasticidade cerebral, que permite a formação e a adaptação de conexões cerebrais através de atividades específicas e observações do próprio paciente, de forma semelhante a uma criança cujo cérebro se desenvolve em resposta a estímulos ambientais. Quando a plasticidade cerebral é reaberta, problemas causados por “falsas conexões” no cérebro podem ser tratadas – por exemplo, fobias, ansiedade, depressão etc.
A equipe do Dr. Castrén mostrou que os antidepressivos sozinhos não surtem efeitos para esses problemas. Quando antidepressivos e psicoterapia são combinados, por outro lado, obtém-se resultados de longa duração.
“Simplesmente tomar antidepressivos não é o bastante. Nós precisamos também mostrar ao cérebro quais são as conexões desejadas,” disse o pesquisador. A necessidade de terapia e tratamento medicamentoso também pode explicar porque os antidepressivos às vezes não têm efeito. Se o ambiente e a situação do paciente permanecerem inalterados, a droga não tem capacidade para induzir mudanças no cérebro, e o paciente não se sente melhor.
Fonte: http://www.redepsi.com.br/2014/01/20/antidepressivos-sem-terapia-nao-tem-efeito-aponta-pesquisa/

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Amor-Exigente


  
Fonte: Amor - Exigente, espiritualidade, uma nova vida. De DRUMMOND Marina e Helio
Na década de 60, um casal americano estava enfrentando sérias dificuldades com uma de suas filhas, por seu comportamento rebelde e pelo uso descontrolado de drogas. O casal já havia buscado muitos recursos e, mesmo com a existente estrutura funcional de assistência social, não dava conta das dificuldades. 
        Cada vez que eles eram confrontados com os fatos, que se agravavam a cada dia, comprovavam o descontrole e a irresponsabilidade de sua filha; eles eram cobrados, sentiam-se culpados pelo que acontecia; todos: assistentes sociais, juízes de menores e terapeutas diziam o que eles não deviam fazer, mas não indicavam caminhos, possibilidades de ação, que poderia levar a efeitos positivos. 
        Sua filha estava envolvida em todo o tipo de confusão, não respeitava limites como pessoa, como membro da família, na escola, no emprego e tampouco na sociedade, como cidadã. 
        A cada novo fato ou discussão, ela tinha tal habilidade para responsabilizar outras pessoas pelos seus fracassos, que se tornava vitima e não autora da própria história. Seus pais ficavam cada vez mais temerosos, culpados e desamparados.       
        O efeitos desta conduta tinham diferentes reflexos: na própria pessoa, que não podia sentir-se bem, por levar uma vida tão improdutiva; na família, que ia buscar em falhas do ciclo evolutivo familiar, a explicação para o que acontecia; apresentava igualmente dificuldades no relacionamento com amigos; já na escola e no trabalho, ela não apresentava este tipo de conduta sozinha, existia um grupo de referência que se comportava daquela mesma maneira. Estes grupos não podiam assumir seu papel de cidadãos frente à sociedade. 
Os pais foram percebendo que não estavam sozinhos, havia outros com problemas semelhantes, como, por exemplo, os pais dos amigos de sua filha; notaram também, que o problema não era exclusivo de sua família. 
Eles refletiram que buscar no indivíduo ou na família a causa dos problemas era uma maneira muito simplista de tratá-los; descobrir os motivos não traria mudanças, pois não podemos alterar o passado. Imaginaram que transformações só seriam provocadas pelo estabelecimento de limites entre o aceitável e o inaceitável. Já que o problema se expandia para além das fronteiras do indivíduo e da família, consideraram que deveriam buscar em sua cultura, no seu substrato, a solução para ele. 
O programa Amor-Exigente baseia-se, desta forma, no apoio do grupo social em que estamos inseridos. Cada pai, professor, educador, cada pessoa que lida com o comportamento irresponsável dos jovens deve buscar nos seus iguais o apoio e o fundamento para conseguir mudar a situação. 
Se todos os pais do grupo conseguirem se reunir, colocar normas e limites que tenham de ser acatados por todos, tudo será mais fácil, até para os adolescentes. As normas são semelhantes, as atitudes dos pais também o são. 
Uma mudança no comportamento dos pais sempre gera uma reação dos filhos: é assim que começa a mudança. Ao invés dos pais reagirem à conduta inadequada de seus filhos, estes é que irão reagir ao comportamento modificado dos pais. 

Assumir uma postura diferente é um processo tão difícil que torna-se imprescindível o apoio das pessoas que passaram por ele.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Quanto mais profundamente nos conhecemos,
quanto mais profundamente aprendemos sobre nós,
quanto mais percebermos nosso valor e nossa capacidade de lidar com as situações difíceis  ou diferentes,
quanto mais compreendermos nossas limitações,
quanto mais expandirmos nossa consciência,
quanto mais equilibrarmos nossa mente,
Mais preparados estaremos para lidar com o mundo e mais fácil será encontrar felicidade e contentamento., o que resultará em melhor qualidade de vida.

A Psicologia é um meio eficaz para alcançarmos esse patamar de vida. 

Tenha um ótimo ano em 2015! 
Marina e Helio

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Mudança em Itanhaém


Informamos que à partir de 15 de dezembro, mudaremos em ITANHAÉM para a Avenida Rui Barbosa número 564, conjunto 2, com entrada pela lateral na rua Jacome Fajardo, em frente ao Hospital Regional, no prédio do salão de cabeleireiro Valds e Lucia. 
O novo endereço fica a 200 metros de onde estamos hoje, com instalações novas, mais serviços e muito mais conforto. 



O ano está terminando, é tempo de reflexão e avaliação, tempo de pensar em mudanças. Mudanças externas, não programadas, mas  bem vindas. Mudanças internas, sentir como a vida é fugaz, como deixamos que coisas tolas nos incomodem, como perdemos tempo nos preocupando.
É tempo de reforçar ainda mais o pensamento de que as crises podem ser vistas como ameaça, e nos paralisar; ou como desafio e nos fortalecer, a escolha é nossa.Olhar a natureza maravilhosa e pensar que precisamos cuidar de nosso planeta, de nossa cidade, de nossa casa, de onde passamos.
Agradecemos a Deus por tudo o que aconteceu esse ano, agradecemos pelas dificuldades superadas, pelas alegrias e conquistas, pelo trabalho, pelos amigos. Agradecemos pela família, que é nosso mais precioso bem. 

Pedimos para 2015 um ano de luz, de crescimento e de muito amor. Que a celebração do nascimento do Menino Jesus preencha os espaços vazios que ficaram em nossos corações e nos torne pessoas melhores! Feliz natal!


 Marina Canal Caetano Drummond 

Helio Caetano Drummond Filho


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Maconha provoca alterações cerebrais a longo prazo

Maconha provoca alterações cerebrais a longo prazo
Agora que a maconha foi aprovada para uso médico e recreativo em alguns estados dos Estados Unidos, debates acalorados sobre a sua segurança estão rodando na mídia. Embora a maconha não necessariamente representam os mesmos perigos imediatos que ameaçam a vida,  como o álcool , temos visto que o uso crônico a longo prazo causa mudanças cerebrais significativas , principalmente , desacelera a atividade no lobos frontal e temporal , áreas do cérebro envolvidas com foco, concentração , motivação, memória , aprendizagem e estabilidade de humor . Isso significa que essas funções ficam prejudicadas com o uso da maconha, durante e após o uso.
Dr. Kabran Chapek tem testemunhado isso em primeira mão na Clínica Bellevue, do Grupo AMENCLINICS, no Estado de Washington , onde a maconha foi legalizada para uso médico em 2012. 
Ele diz: " Eu não estou surpreso quando alguém com ansiedade me diz que usa maconha ou álcool para ajudar a dormir ou acalmar seus nervos. É previsível que pessoas com hiperatividade e problemas como a ansiedade ou estresse pós trauma usem substâncias sedativas - podemos vê-lo em seus exames de SPECT .”
O SPECT é um exame de imagem que retrata o funcionamento cerebral e mostra se o nível de funcionamento está adequado, abaixo ou acima do esperado. A glicose é o “combustível” do sistema nervoso. Injeta-se glicose marcada na pessoa que vai fazer o exame. O nível dessa glicose é medido e mostra como estão funcionamento cerebral, se adequado, acelerado ou abaixo do esperado. 
O problema com a maconha é que ela não é seletiva. Não só acalma as partes do cérebro que são hiperativas ,  ela acalma todo o cérebro, diminui o ritmo de funcionamento em um processo lento e insidioso a longo prazo.
 Alguns argumentam que a maconha não causa dependência , mas, como este estudo demonstra , é uma droga como qualquer outra . Qualquer coisa que nos faz sentir bem:  comida, drogas, álcool , exercício físico, jogos de azar ou sexo provoca uma religação dos centros de prazer no cérebro e intensifica os desejos por ela. Essa é a  base neuropsicológica da dependência. 
Quando alguém para de usar maconha ,  um aumento significativo de irritabilidade é comum, pois os  lobos temporais recuperam pleno funcionamento . Segundo o Dr. Chapek, pode-se esperar ver melhorias na motivação , concentração e foco após abstenção por apenas 2-3 meses.

 Essa é uma imagem de um exame de SPECT em uma pessoa de 25 anos de uso diário de maconha. É uma imagem do funcionamento cerebral, nas áreas onde existem buracos, não há atividade cerebral.  

Adaptado de  Amen Clinics blog