terça-feira, 3 de julho de 2012







"Dependência química, bases neuropsicológicas ."
Palestra Gratuita para pessoas que convivam
Com dependentes de drogas e álcool.

                 Dia 30 de julho de 2012 às 20 hs,

             Dra. Marina Canal Caetano Drummond

Neuropsicóloga, 30 anos de consultório na área clinica, trabalho em clínica psiquiátrica e em comunidades terapêuticas, atuação em dependência química, orientação familiar, adolescentes e adultos, atendimento a pacientes com TDAH, atendimento com base em Terapia Cognitivo Comportamental, coordenadora de grupo de estudos multidisciplinar em Neuropsicologia e Terapia Cognitivo Comportamental, elaboração e acompanhamento de programas de recuperação ao dependente químico e seus familiares, elaboração, coordenação e desenvolvimento de cursos nas áreas de prevenção e recuperação em dependência química para empresas, escolas e grupos, implantação, coordenação e acompanhamento de projeto terapêutico em Comunidades Terapêuticas e Clínicas Psiquiátricas com trabalho transdisciplinar, grupo de terapia para dependentes químicos no consultório. Especialista em saúde mental. Livros publicados.

Av. Senador Casemiro da Rocha, s/n, primeiro portão da lateral da Igreja Santa Rita de Cássia
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terça-feira, 19 de junho de 2012

Dependência química

Saúde não é a ausência de doença – é um estado de homeostase – equilíbrio de todas as funções vitais. É o esforço do organismo através de processos fisiológicos para manter o estado de equilíbrio. Esse equilíbrio é dinâmico, buscado em todos os sistemas do corpo.
No sistema nervoso, a transmissão do impulso acontece entre os neurônios, as células desse sistema, como em um mecanismo de fechadura a chave, a chave é o neurotransmissor e a fechadura é o receptor, onde esse irá se encaixar. O impulso nervoso faz as "chaves" serem liberadas no espaço entre os neurônios, o espaço sináptico, ( de sinapse, transmissão do impulso nervoso) e essas buscam as fechaduras para fazer a conecção. A liberação de neurotransmissor na sinapse é rápida e intensa, quando a pessoa usa drogas. O efeito é  igualmente intenso e cessa rápido, provocando o desejo de repetir a experiência. 
 Uma das "matérias primas" usada pelo neurônio para fabricar neurotransmissor é a tirosina, que está contida nos alimentos proteicos de nossa dieta, a capacidade de  é  fabricar neurotransmissor é menor do que a quantidade gasta durante o uso de drogas. 
Como o corpo sempre busca adaptar-se às condições presentes, acontece uma adaptação, uma busca de equilíbrio na presença da droga. Ocorrem mudanças tanto na forma como no funcionamento dos neurônios. Como existem mais "chaves", os neurônios fabricam também mais "fechaduras", o número de receptores aumenta para aproveitar os neurotransmissores. 
Quando a quantidade de  chaves diminui, pela impossibilidade de fabricar, as fechaduras ficam ávidas por elas, ocorrendo um desejo intenso de retomar o uso para cessar esse desconforto. Esse é o mecanismo que mantem o uso, chamado fissura ou craving. 
Como o uso de drogas acontece em certos contextos, lugares, situações e pessoas participam desse ritual, esse contexto adquire o "valor de prazer" da própria droga. Esse contexto também é um fator importante de manutenção do uso de drogas. 
A dependência é uma doença prímária, pois é "per si" e não consequência de outras patologias, bloqueia toda atenção e cuidado de ordem médica e psíquica, o uso de drogas é apenas um de seus sintomas. 



A liberação de neurotransmissor na fenda sináptica , quando a pessoa sua drogas, é muito intensa e rápida. 


liberação de neurotransmissor durante o 

uso de drogas é mais rápida do que a capacidade do neurônio de produzir o neurotransmissor

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Neuropsicologia da dependência química


Neuropsicologia da dependência química 

As células do sistema nervoso não são conectadas diretamente, a comunicação entre ela acontece através de substâncias chamadas neurotransmissores. São substâncias químicas que funcionam como chaves que abrem fechaduras, levando as mensagens de um neurônio para o outro. O estímulo faz com que o neurotransmissor seja liberado no espaço entre um neurônio e o outro no espaço chamado fenda sináptica. Sinapse é a comunicação entre os neurônios.
Cada área do nosso cérebro é responsável por uma função, a área que é ativada quando se usa drogas, é a chamada “sistema de recompensa” que envolve qualquer sensação de prazer. Quando praticamos alguma atividade que provoque prazer, os neurotransmissores são liberados nesse espaço estimulando o circuito do prazer.
Os neurotransmissores são fabricados à partir de substâncias encontradas na alimentação entre outras.  Existe um limite para essa fabricação, se eles forem gastos muito rápido, a reposição não ocorre na mesma velocidade.
Quando uma pessoa usa drogas, ocorre uma liberação muito intensa e rápida de neurotransmissores na fenda sináptica, é essa forma de liberação que é responsável pela sensação intensa de prazer que a droga provoca. Da mesma forma, esse sensação é igualmente rápida.
Tudo o que fazemos que ativa o circuito do prazer tende a se repetir. Se a ativação é intensa, maior a probabilidade de que o comportamento se repita. Como os neurotransmissores não são repostos na mesma velocidade, aparecem as sensações ruins que a ausência da droga provoca.  Nesse ponto, dizemos que está instalada a dependência. A pessoa usa não mais pelo prazer provocado pela droga, mas para cessar o desconforto que sua ausência provoca. Essas sensações chamam-se fissura ou craving. 
O sistema de recompensa é formado por estruturas diversas que tem funções de prazer; senso das responsabilidades sociais,  capacidade de concentração, planejamento e de abstração. Também está localizado nesse circuito o centro identificador do perigo, gerando medo e ansiedade e a situação de  alerta, aprontando a pessoa  para fugir ou lutar. Outra estrutura atua como um ‘detector de coincidência’, capaz de se ativar em situações de conduta com valor adaptativo. A ativação reforça sequências motoras ‘dirigidas a um fim’. No caso de uso de drogas, o fim é usar.
O cérebro não “sabe” se o comportamento é bom ou ruim, isso é um conceito de valor colocado pelo homem, a adaptação ocorre em qualquer situação, nesse caso, reforçando o uso e abuso de drogas. 

Neuropsicologia da dependência química


As células do sistema nervoso não são conectadas diretamente, a comunicação entre ela acontece através de substâncias chamadas neurotransmissores. São substâncias químicas que funcionam como chaves que abrem fechaduras, levando as mensagens de um neurônio para o outro. O estímulo faz com que o neurotransmissor seja liberado no espaço entre um neurônio e o outro no espaço chamado fenda sináptica. Sinapse é a comunicação entre os neurônios.
Cada área do nosso cérebro é responsável por uma função, a área que é ativada quando se usa drogas, é a chamada “sistema de recompensa” que envolve qualquer sensação de prazer. Quando praticamos alguma atividade que provoque prazer, os neurotransmissores são liberados nesse espaço estimulando o circuito do prazer.
Os neurotransmissores são fabricados á partir de substâncias encontradas na alimentação e outras.  Existe um limite para essa fabricação, se eles forem gastos muito rápido, a reposição não ocorre na mesma velocidade.
Quando uma pessoa usa drogas, ocorre uma liberação muito intensa e rápida de neurotransmissores na fenda sináptica, é essa forma de liberação que é responsável pela sensação intensa de prazer que a droga provoca. Da mesma forma, esse sensação é igualmente rápida.
Tudo o que fazemos que ativa o circuito do prazer tende a se repetir. Se a ativação é intensa, maior a probabilidade. Como os neurotransmissores não são repostos na mesma velocidade, aparecem as sensações ruins que a ausêncNesse ponto, dizemos que está instalada a dependência. A pessoa usa não mais pelo prazer provocado pela droga, mas para cessar o desconforto que sua ausência provoca.ia da droga provoca. 

O sistema de recompensa é formado por estruturas diversas que tem funções de prazer; o senso das responsabilidades sociais, a capacidade de concentração, planejamento e de abstração. Também está localizado nesse circuito o centro identificador do perigo, gerando medo e ansiedade e a situação de  alerta, aprontando a pessoa  para fugir ou lutar. Outra estrutura atua como um ‘detector de coincidência’, capaz de se ativar em situações de conduta com valor adaptativo. A ativação reforça sequências motoras ‘dirigidas a um fim’. No caso de uso de drogas, o fim é usar.
O cérebro não “sabe” se o comportamento é bom ou ruim, isso é um conceito de valor colocado pelo homem, a adaptação ocorre em qualquer situação, nesse caso, reforçando o uso e abuso de drogas. 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sistema límbico, córtex pre frontal e TDAH


O córtex pré frontal é a estrutura mais evoluida do cérebro dos homens. Suas funções são:
Controle da atenção – memória a curto prazo, e aprendizado.
·        Perseverança
·        Capacidade adequada de emitir julgamentos
·        Capacidade  de automoritoração e supervisão
·        Resolução de problemas
·        Pensamento critico e antecipado – capacidade de “previsão”
·        Aprender com a experiência
·        Habilidade de sentir e expressar emoções
·        Interação com sistema límbico: controla o humor e a libido, envia mensagens inibitórias que ajudam a controlar as emoções”manter as coisas sob controle”,  controle da hiperatividade e do humor.
O sistema límbico é a sede das emoções no cérebro. Tem por principais funções:
·        Filtrar os eventos externos através dos estados internos - Estabelecer o “tom emocional”
·        Identificar eventos emocionalmente importantes
·        Armazenar lembranças emocionais
·        Modular a motivação e o impulso
·        Controlar ciclos de apetite e sono
·        Promover ligações e contatos sociais que por sua vez influencia seus estados mentais - Solidariedade
·        Processar diretamente o olfato
·        Modular a libido
·        O sistema límbico observa, supervisiona, guia, direciona, e concentra o pensamento. Supervisiona as funções executivas governando habilidades complexas como  julgamento, gerenciamento e controle de impulso, planejamento, organização e pensamento crítico. Capacidade de planejar antecipadamente, usar o tempo com sabedoria, e se comunicar adequadamente com os outros.
·        Ajuda resolver  problemas com base na experiência.

Pessoas com TDAH apresentam  deficiência  da dopamina – que é um neurotransmissor ligado às senseções de prazer. O controle do bem estar é executado pela endorfina. Pessoas com TDAH apresentam: 
·        Dificuldadede concentração: quanto mais você tenta, pior fica.
·        Pequeno âmbito de atenção - dificuldade de manter a atenção e o esforço durante períodos de tempo prolongados
·        Consegue prestar muita atenção em coisas que são bonitas, novas, novidades, coisas altamente estimulantes, interessantes ou assustadoras. Essas coisas oferecem uma estimulação intrínseca suficiente a ponto de ativarem o córtex pré-frontal, de modo que a pessoa consiga focalizar e se concentrar.
·        Distração  - o córtex pré-frontal manda sinais inibitórios para outras áreas do cérebro, filtrando e sossegando os dados advindos do meio, de modo que  haja concentração. Quando o córtex pré-frontal está com hiperatividade,  não desencoraja adequadamente as partes sensoriais do cérebro e, como resultado, estímulos em demasia bombardeiam o cérebro
·        Impulsividade  - dificuldade em controlar o que diz   , antes de ter a oportunidade de processar o pensamento
·        A busca do conflito  - como uma maneira de estimular seu próprio córtex pré-frontal. Isso não é identificado, planejado pela consciência. E ainda assim acontece. A relativa falta de atividade e estímulo do córtex pré-frontal anseia por mais atividade. Entrar em hiperatividade, desassossego, e ficar cantarolando são formas de auto-estimulação. Outro modo de as pessoas com DDA "tentarem ligar seus cérebros" é provocando confusão. O tumulto emocional gerado pela preocupação ou por estar aborrecido produz  o agente químico de estresse, o cortisol, que mantêm o cérebro ativo
·        Um problema significativo do uso da raiva, tumulto emocional e emoção negativa para auto-estimulação é isso que é danoso ao sistema imunológico. Os altos níveis de adrenalina produzidos pelo comportamento direcionado ao conflito diminuem a eficácia do sistema imunológico e aumentam a vulnerabilidade à doença. Sistema de luta e fuga e de manutenção do tônus de bem estar.
·        Desorganização inclui tanto o espaço físico, quanto o tempo. e parece que têm um sistema de arquivo que só elas podem entender
·        Começam muitos projetos, mas terminam poucos.
·        Mau humor e pensamento negativo Muitas pessoas com DDA tendem a ser mal-humoradas, irritadiças e negativas. Como o córtex pré-frontal está pouco ativo, ele não pode moderar totalmente o sistema límbico, que fica hiperativo, levando a problemas no controle do humor.