segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Dependência química

O uso de drogas é um fenômeno contemporâneo. O modo de vida atual transmite aos homens a idéia de que sempre há uma solução externa, mágica e imediata para resolver quaisquer dificuldades. É exatamente esse o aparente papel das drogas. Aparente, pois a droga provoca apenas um afastamento temporária das dificuldades, quando teminam os seus efeitos, ela traz outros problemas, que se somam àqueles que levaram ao seu uso.

Não são todas as pessoas que usam drogas que se tornam dependentes químicos. As estatísticas demonstram que cerca de 10% dos usuários de drogas desenvolvem a dependência. Para os outros 90% o uso pode chegar até a um nível abusivo, sem que a doença se desenvolva. A relação de uns e de outros com as drogas é intrinsecamente diversa. Os dependentes químicos desenvolvem com a droga uma relação de total dependência, colocando nela toda a motivação e controle de sua vida.  A droga é a única maneira conhecida de distanciar-se dos problemas, relaxar.
Fonte: Livro: Drogas, a busca de respostas, de Marina Drummond e Helio Caetano Drummond Filho, Edições Loyola. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

13 Princípios de tratamento em dependência química: Um Guia baseado em pesquisa da NIDA: o Instituto Nacional de Abuso de Drogas

Medicações são um elemento importante no tratamento de vários pacientes, especialmente quando combinadas com aconselhamento e outras terapias comportamentais.
Indivíduos com distúrbios mentais que sejam dependentes das drogas devem ser tratados de maneira integrada de ambos os problemas.
Desintoxicação médica é apenas o primeiro estágio do tratamento e por si mesma contribui pouco para mudança a longo prazo de uso de droga
O tratamento não precisa ser voluntário para ser eficaz
O possível uso de droga durante o tratamento deve ser monitorado continuamente
Programas de tratamento devem proporcionar avaliação para AIDS/ HIV, Hepatite B e C,
Tuberculose e outras doenças infecciosas e aconselhamento  para ajudar pacientes a modificarem comportamentos de risco de infecção.

A recuperação da Dependência Química pode ser um processo a longo prazo e frequentemente requer vários episódios de tratamento.
Medicações são um elemento importante no tratamento de vários pacientes, especialmente quando combinadas com aconselhamento e outras terapias comportamentais.
Indivíduos com distúrbios mentais que sejam dependentes das drogas devem ser tratados de maneira integrada de ambos os problemas.
Desintoxicação médica é apenas o primeiro estágio do tratamento e por si mesma contribui pouco para mudança a longo prazo de uso de droga
O tratamento não precisa ser voluntário para ser eficaz
O possível uso de droga durante o tratamento deve ser monitorado continuamente
Programas de tratamento devem proporcionar avaliação para AIDS/ HIV, Hepatite B e C,
Tuberculose e outras doenças infecciosas e aconselhamento  para ajudar pacientes a modificarem comportamentos de risco de infecção.
A recuperação da Dependência Química pode ser um processo a longo prazo e       frequentemente requer vários episódios de tratamento.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Sinais indicativos de uso de drogas Parte III

·        Inquietação constante;
·        Doenças passageiras não habituais anteriormente;
·        Fugir do contato visual, pessoal ou proximidade;
·        Transferência de responsabilidade pelos problemas e dificuldades. Nunca o dependente é responsável, sempre alguém ou alguma coisa causa suas dificuldades;
·        Dificuldades em adotar atitudes que convém para a situação. São escravos dos desejos e não donos das vontades;
·        Justificativas excessivas ao recusar bebidas;
·        Falta de controle da quantidade de bebida ingerida;
·        Sumiço por determinados períodos do local de trabalho ou da escola;
·        Negar ou dificultar o contato da família com os companheiros de trabalho ou da escola;
·        Quando surge, em conversas, o assunto drogas, a pessoa tem uma conduta que demonstra intranqüilidade ou conhecimentos demasiados na área, com informações específicas de interesse de usuários: locais de venda, preço, efeitos;
·        Recusa em estabelecer conversas sobre o assunto;
·        Onipotência exagerada;
·        Desleixo pessoal;
·        Empenho exagerado em iniciar e se comprometer com novas tarefas, sem conseguir concluí-las;
·        Interesse exagerado por muitas atividades ao mesmo tempo;
·        Diminuição do interesse pelo sexo e também sinais de impotência;
·        Dispersão, euforia ou depressão sem que haja uma causa aparente associada;
·        Alternância de crises de euforia e depressão, sem motivo aparente e em período muito curtos de tempo (um ou dois dias);
·        Mudanças de amigos e grupos de referência;
·        Amigos “secretos” sem “mostrar a cara”;
·        Mudanças nos padrões de linguagem e excesso de gírias;

·        Esconder conversas – conversas em código;

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Sinais indicativos de uso de drogas parte II

Conforme a classificação das drogas, os sinais de uso  se manifestam de modo diferente. Drogas depressoras produzem efeito diferente das estimulantes ou alucinógenas, mas de modo geral, os sintomas são semelhantes, para o grupo de drogas semelhantes.

·        Mudanças bruscas de humor quando não for habitual;
·        Mudanças súbitas de hábitos;
·        Crises infundadas de agressividade (cocaína e crack) ou passividade (maconha);
·        Mudanças no hábitos de alimentação – quando para aumento exagerado do apetite, associada ao uso de maconha (‘larica”)., quando diminuição, associada do ao uso de cocaína e crack
·        Mudanças de hábitos de sono;  aumento associado à maconha, diminuição, à cocaína e crack;
·        Perda/ganho brusco de peso: ganho – maconha, perda – cocaína ou crack, sendo que com o uso de crack a perda é muito acentuada e rápida;
·        Horários estranhos e mudanças de hábitos de horários;
·        Queda brusca do rendimento escolar ou do trabalho;
·        Reclamações constantes e não habituais da conduta na escola ou no trabalho;
·        Faltas na escola ou no trabalho, sempre com justificativas inconsistentes;
·        Repetência continuada na escola;
·        Dificuldade para iniciar e concluir com êxito uma tarefa;
·        Dificuldades de concentração em atividades rotineiras;
·        Dificuldades em ocupar-se de atividades que demandem muito tempo para serem concluídas;
·        Dificuldades de permanecer no mesmo espaço físico por um tempo prolongado;

·        Inquietação constante;

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Sinais indicativos do uso de drogas

Sinais indicativos do uso de drogas

Nenhum sinal isoladamente indica o uso de drogas, precisam ser analisados o contexto e a freqüência de sua ocorrência.  Indicadores, “indicam, sinalizam”, não são sinais determinantes, portanto são sinais precoces. Quanto maior o número de sinais, maior será a possibilidade do envolvimento com drogas. O principal fator de precaução é o aparecimento desses sinais em pessoas nas quais eles não ocorriam anteriormente. O principal indicador são as mudanças de um tipo de conduta anterior, para outra. 
                            É preciso salientar também, que alguns desses sinais ocorrem em virtude das mudanças propiciadas pela entrada na adolescência. É também neste período que inicia-se para a maioria das pessoas, o uso de drogas. Na maior parte das vezes é muito difícil para uma família, ou pessoa que conviva com o adolescente, diferenciar o que faz parte de um processo de rebeldia normal da adolescência e o que pode ser motivo de preocupação, sendo ou não mudanças associadas ao uso de drogas. Em caso de dúvida, é sempre melhor procurar ajuda e trabalhar na prevenção, do que esperar a situação se agravar. 
                            É necessário também levar em consideração que o início do uso de drogas ocorre na adolescência e faz parte, quando acontece, de um grupo de atitudes e comportamentos ligados a características desta etapa. 

                            A onipotência faz o adolescente acreditar que nada de mal acontecerá com ele, pois sua força e sabedoria são suficientes para dar conta de todas as dificuldades que possam surgir. O fato de ocorrerem danos aos seus amigos devido a inconseqüência com que tratam os assuntos sérios da vida, é vista como uma falta de habilidade do outro, que o adolescente não reconhece em si.

Texto de  do livro: DROGAS, A BUSCA DE RESPOSTAS,  de Marina e Helio Caetano Drummond Filho.
Continua na próxima publicação.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Diagnóstico: Como comunicar aos familiares

Quando uma criança na família apresenta algum tipo de dificuldade, pode ser difícil  contar para os familiares qual é o diagnóstico. Esse texto ajuda, dando dicas.

Contando para os Familiares
O seguinte artigo, adaptado de Does My Child Have Autism? [O Meu Filho Tem Autismo?] de Wendy L. Stone, Ph.D., fornece algumas informações úteis para falar com seus pais e familiares mais próximos sobre o autismo ou sobre o diagnóstico de SA. As reações variam muito. Porém, qualquer reação que você tenha, será muito importante para educar seus familiares sobre a natureza do autismo depois que você lhes contou sobre o diagnóstico. Para iniciar a sua conversa, você pode falar sobre comportamentos específicos. Por exemplo: "Você conhece aqueles comportamentos sobre os quais estamos confusos há tanto tempo? Bem, agora nós temos um nome e uma explicação para eles, para o porquê deles ocorrerem. Howie não age dessa maneira porque ele está mimado ou porque ele é tímido ou porque ele não gosta de nós – ele age dessa forma porque ele tem autismo. O autismo explica porque ele não fala ou gesticula e porque ele parece não compreender o que falamos. Ele explica porque Howie não está tão interessado em interagir conosco como as outras crianças da família e porque ele brinca com colheres e garrafas em vez de brinquedos. Eu sei que essa é uma notícia desconcertante para todos nós. Mas a boa notícia é que a doença foi diagnosticada no início, e há um monte de coisas que podemos fazer para ajudá-lo. Brevemente ele vai iniciar algumas terapias, e eu estarei aprendendo sobre as coisas que eu posso fazer para ajudá- lo em casa. Eu sei que vocês vão precisar de algum tempo para refletir sobre tudo isso. Mas se tiverem alguma dúvida, como começamos a terapia dele, eu terei o prazer de tentar respondê-las da melhor forma possível. Eu sei que todos nós estamos esperando pelo melhor resultado possível".
Após a conversa inicial sobre esse diagnóstico, continue a manter seus outros filhos e os demais membros da família no ciclo de informações. 2010 Autism Speaks Inc. Autism Speaks and Autism Speaks It’s Time To Listen & Design are trademarks owned by Autism Speaks Inc. All rights reserved.

Fonte: Http://www.portalinclusivo.ce.gov.br/phocadownload/publicacoesdeficiente/manualparasindromedeaspergerautismo.pdf

segunda-feira, 9 de março de 2015

Antidepressivos sem terapia não têm efeito

Antidepressivos sem terapia não têm efeito, aponta pesquisa

Os estudos mais recentes vêm mostrando que os antidepressivos restauram a capacidade de determinadas áreas do cérebro a fim de contornar rotas neurais cujo funcionamento não está normal, mas essa mudança só trará benefícios se acompanhada de uma mudança do paciente – mudança esta obtida através da psicoterapia.
Essa mudança no “hardware” do cérebro só trará benefícios se houver uma mudança no “software” – o comportamento do paciente – algo que não é suprido pelos antidepressivos, só podendo ser alcançado mediante a psicoterapia ou terapias de reabilitação; O alerta está sendo feito pelo neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsinque (Finlândia).
Plasticidade cerebral
Milhões de pessoas em todo o mundo tomam antidepressivos seguindo receitas de seus médicos, e as empresas farmacêuticas têm faturado bilhões de dólares vendendo essas drogas.

“Simplesmente tomar antidepressivos não é o bastante. Nós precisamos também mostrar ao cérebro quais são as conexões desejadas,” pontuou o pesquisador.
Pesquisas em modelos animais demonstram que os antidepressivos não são uma cura por si só; Em vez disso, o seu papel é o de restaurar a plasticidade no cérebro adulto.
Os antidepressivos reabrem uma janela da plasticidade cerebral, que permite a formação e a adaptação de conexões cerebrais através de atividades específicas e observações do próprio paciente, de forma semelhante a uma criança cujo cérebro se desenvolve em resposta a estímulos ambientais. Quando a plasticidade cerebral é reaberta, problemas causados por “falsas conexões” no cérebro podem ser tratadas – por exemplo, fobias, ansiedade, depressão etc.
A equipe do Dr. Castrén mostrou que os antidepressivos sozinhos não surtem efeitos para esses problemas. Quando antidepressivos e psicoterapia são combinados, por outro lado, obtém-se resultados de longa duração.
“Simplesmente tomar antidepressivos não é o bastante. Nós precisamos também mostrar ao cérebro quais são as conexões desejadas,” disse o pesquisador. A necessidade de terapia e tratamento medicamentoso também pode explicar porque os antidepressivos às vezes não têm efeito. Se o ambiente e a situação do paciente permanecerem inalterados, a droga não tem capacidade para induzir mudanças no cérebro, e o paciente não se sente melhor.
Fonte: http://www.redepsi.com.br/2014/01/20/antidepressivos-sem-terapia-nao-tem-efeito-aponta-pesquisa/

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Amor-Exigente


  
Fonte: Amor - Exigente, espiritualidade, uma nova vida. De DRUMMOND Marina e Helio
Na década de 60, um casal americano estava enfrentando sérias dificuldades com uma de suas filhas, por seu comportamento rebelde e pelo uso descontrolado de drogas. O casal já havia buscado muitos recursos e, mesmo com a existente estrutura funcional de assistência social, não dava conta das dificuldades. 
        Cada vez que eles eram confrontados com os fatos, que se agravavam a cada dia, comprovavam o descontrole e a irresponsabilidade de sua filha; eles eram cobrados, sentiam-se culpados pelo que acontecia; todos: assistentes sociais, juízes de menores e terapeutas diziam o que eles não deviam fazer, mas não indicavam caminhos, possibilidades de ação, que poderia levar a efeitos positivos. 
        Sua filha estava envolvida em todo o tipo de confusão, não respeitava limites como pessoa, como membro da família, na escola, no emprego e tampouco na sociedade, como cidadã. 
        A cada novo fato ou discussão, ela tinha tal habilidade para responsabilizar outras pessoas pelos seus fracassos, que se tornava vitima e não autora da própria história. Seus pais ficavam cada vez mais temerosos, culpados e desamparados.       
        O efeitos desta conduta tinham diferentes reflexos: na própria pessoa, que não podia sentir-se bem, por levar uma vida tão improdutiva; na família, que ia buscar em falhas do ciclo evolutivo familiar, a explicação para o que acontecia; apresentava igualmente dificuldades no relacionamento com amigos; já na escola e no trabalho, ela não apresentava este tipo de conduta sozinha, existia um grupo de referência que se comportava daquela mesma maneira. Estes grupos não podiam assumir seu papel de cidadãos frente à sociedade. 
Os pais foram percebendo que não estavam sozinhos, havia outros com problemas semelhantes, como, por exemplo, os pais dos amigos de sua filha; notaram também, que o problema não era exclusivo de sua família. 
Eles refletiram que buscar no indivíduo ou na família a causa dos problemas era uma maneira muito simplista de tratá-los; descobrir os motivos não traria mudanças, pois não podemos alterar o passado. Imaginaram que transformações só seriam provocadas pelo estabelecimento de limites entre o aceitável e o inaceitável. Já que o problema se expandia para além das fronteiras do indivíduo e da família, consideraram que deveriam buscar em sua cultura, no seu substrato, a solução para ele. 
O programa Amor-Exigente baseia-se, desta forma, no apoio do grupo social em que estamos inseridos. Cada pai, professor, educador, cada pessoa que lida com o comportamento irresponsável dos jovens deve buscar nos seus iguais o apoio e o fundamento para conseguir mudar a situação. 
Se todos os pais do grupo conseguirem se reunir, colocar normas e limites que tenham de ser acatados por todos, tudo será mais fácil, até para os adolescentes. As normas são semelhantes, as atitudes dos pais também o são. 
Uma mudança no comportamento dos pais sempre gera uma reação dos filhos: é assim que começa a mudança. Ao invés dos pais reagirem à conduta inadequada de seus filhos, estes é que irão reagir ao comportamento modificado dos pais. 

Assumir uma postura diferente é um processo tão difícil que torna-se imprescindível o apoio das pessoas que passaram por ele.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Quanto mais profundamente nos conhecemos,
quanto mais profundamente aprendemos sobre nós,
quanto mais percebermos nosso valor e nossa capacidade de lidar com as situações difíceis  ou diferentes,
quanto mais compreendermos nossas limitações,
quanto mais expandirmos nossa consciência,
quanto mais equilibrarmos nossa mente,
Mais preparados estaremos para lidar com o mundo e mais fácil será encontrar felicidade e contentamento., o que resultará em melhor qualidade de vida.

A Psicologia é um meio eficaz para alcançarmos esse patamar de vida. 

Tenha um ótimo ano em 2015! 
Marina e Helio

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Mudança em Itanhaém


Informamos que à partir de 15 de dezembro, mudaremos em ITANHAÉM para a Avenida Rui Barbosa número 564, conjunto 2, com entrada pela lateral na rua Jacome Fajardo, em frente ao Hospital Regional, no prédio do salão de cabeleireiro Valds e Lucia. 
O novo endereço fica a 200 metros de onde estamos hoje, com instalações novas, mais serviços e muito mais conforto. 



O ano está terminando, é tempo de reflexão e avaliação, tempo de pensar em mudanças. Mudanças externas, não programadas, mas  bem vindas. Mudanças internas, sentir como a vida é fugaz, como deixamos que coisas tolas nos incomodem, como perdemos tempo nos preocupando.
É tempo de reforçar ainda mais o pensamento de que as crises podem ser vistas como ameaça, e nos paralisar; ou como desafio e nos fortalecer, a escolha é nossa.Olhar a natureza maravilhosa e pensar que precisamos cuidar de nosso planeta, de nossa cidade, de nossa casa, de onde passamos.
Agradecemos a Deus por tudo o que aconteceu esse ano, agradecemos pelas dificuldades superadas, pelas alegrias e conquistas, pelo trabalho, pelos amigos. Agradecemos pela família, que é nosso mais precioso bem. 

Pedimos para 2015 um ano de luz, de crescimento e de muito amor. Que a celebração do nascimento do Menino Jesus preencha os espaços vazios que ficaram em nossos corações e nos torne pessoas melhores! Feliz natal!


 Marina Canal Caetano Drummond 

Helio Caetano Drummond Filho


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Maconha provoca alterações cerebrais a longo prazo

Maconha provoca alterações cerebrais a longo prazo
Agora que a maconha foi aprovada para uso médico e recreativo em alguns estados dos Estados Unidos, debates acalorados sobre a sua segurança estão rodando na mídia. Embora a maconha não necessariamente representam os mesmos perigos imediatos que ameaçam a vida,  como o álcool , temos visto que o uso crônico a longo prazo causa mudanças cerebrais significativas , principalmente , desacelera a atividade no lobos frontal e temporal , áreas do cérebro envolvidas com foco, concentração , motivação, memória , aprendizagem e estabilidade de humor . Isso significa que essas funções ficam prejudicadas com o uso da maconha, durante e após o uso.
Dr. Kabran Chapek tem testemunhado isso em primeira mão na Clínica Bellevue, do Grupo AMENCLINICS, no Estado de Washington , onde a maconha foi legalizada para uso médico em 2012. 
Ele diz: " Eu não estou surpreso quando alguém com ansiedade me diz que usa maconha ou álcool para ajudar a dormir ou acalmar seus nervos. É previsível que pessoas com hiperatividade e problemas como a ansiedade ou estresse pós trauma usem substâncias sedativas - podemos vê-lo em seus exames de SPECT .”
O SPECT é um exame de imagem que retrata o funcionamento cerebral e mostra se o nível de funcionamento está adequado, abaixo ou acima do esperado. A glicose é o “combustível” do sistema nervoso. Injeta-se glicose marcada na pessoa que vai fazer o exame. O nível dessa glicose é medido e mostra como estão funcionamento cerebral, se adequado, acelerado ou abaixo do esperado. 
O problema com a maconha é que ela não é seletiva. Não só acalma as partes do cérebro que são hiperativas ,  ela acalma todo o cérebro, diminui o ritmo de funcionamento em um processo lento e insidioso a longo prazo.
 Alguns argumentam que a maconha não causa dependência , mas, como este estudo demonstra , é uma droga como qualquer outra . Qualquer coisa que nos faz sentir bem:  comida, drogas, álcool , exercício físico, jogos de azar ou sexo provoca uma religação dos centros de prazer no cérebro e intensifica os desejos por ela. Essa é a  base neuropsicológica da dependência. 
Quando alguém para de usar maconha ,  um aumento significativo de irritabilidade é comum, pois os  lobos temporais recuperam pleno funcionamento . Segundo o Dr. Chapek, pode-se esperar ver melhorias na motivação , concentração e foco após abstenção por apenas 2-3 meses.

 Essa é uma imagem de um exame de SPECT em uma pessoa de 25 anos de uso diário de maconha. É uma imagem do funcionamento cerebral, nas áreas onde existem buracos, não há atividade cerebral.  

Adaptado de  Amen Clinics blog 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Síndrome de Asperger.


Síndrome de Asperger.

 Esse é um transtorno do neurodesenvolvimento, cuja exata causa é desconhecida. É  caracterizado por déficits na interação social, presença de comportamentos repetitivos, e interesses restritos. Atraso no desenvolvimento da linguagem falada, nas habilidades de coordenação visuo-espacial e habilidades mediadas pela fala, com ausência de déficit cognitivo.
Apesar de existirem semelhanças com o autismo, as pessoas com Síndrome de Asperger  geralmente têm elevadas habilidades cognitivas e funções de linguagem normais, se comparadas a outras desordens ao longo do espectro, porém demoram a desenvolver o uso da linguagem, e podem apresentar problemas na fala e compreensão das palavras e da linguagem.
Apesar de poderem ter um extremo comando da linguagem e vocabulário elaborado, estão incapacitadas de usar em contexto social e geralmente não apresentam uma inflexão adequada na voz, às vezes fala infantilizada.
Apresentam-se passivos e indiferentes. As dificuldades de socialização não remitem com o desenvolvimento.   Os déficits sociais resultam primariamente da inabilidade em considerar e conceitualizar os próprios fenômenos mentais como os das outras pessoas. Esse fato provoca uma dificuldade especial em prever e entender as intenções, sentimentos, e crenças das outras pessoas e consequentemente, dificuldades na interação social. O paciente interpreta as outras pessoas conforme seu próprio referencial. É como se as outras pessoas tivessem uma “linguagem” diferente, que o paciente não compreende.
Outra característica é a disfluência nas funções executivas. Esse é um grupo de atividades que permite o planejamento futuro, mudar de prioridades, e agir com propósito, apesar de distrações ou demandas competitivas. Essa inabilidade apresenta-se como inflexibilidade e dificuldades de planejamento, incluindo má aplicação do conhecimento aos problemas do cotidiano, tendência a perseverar, ou seja repetir comportamentos e palavras, dificuldades em manter-se nas tarefas e interagir com as demais pessoas. Apresenta inabilidade de entender o contexto das situações, integrar partes de um todo, entender informações, negligencia as informações não verbais.
As características apresentadas provocam déficits sociais resultantes primariamente da inabilidade cognitiva específica de compreender os outros como agentes intencionais, ou seja, interpretar as suas mentes em termos de conceitos teóricos de estados intencionais como crenças e desejos, particularidades qualitativas na interação social, uso de peculiaridade no comportamento não-verbal para regular a interação social.
O que permite a relação adequada com os outros é a capacidade que temos de compreender os estados mentais, tais como: crenças, sentimentos, desejos, esperanças e intenções. É a maneira de imaginar os sentimentos de outras pessoas ou seus pensamentos. Através dessas habilidades, podemos criar uma imagem mental de nossas próprias emoções ou sentimentos. Esta habilidade nos permite compreender que o comportamento das pessoas é causado por seus sentimentos, crenças ou intenções. Se pudemos prever alguns desses comportamentos, poderemos antecipar respostas. O que quer que se passa na mente de outras pessoas não está visível, então para ser entendido, precisa ser interpretado através das dicas de seu comportamento. Muitas dessas dicas não são explicitas.
Quando a pessoa não é capaz de vincular o comportamento dos outros aos seus sentimentos, não tem a capacidade de entender ou prever  suas atitudes, relacionar-se é tarefa difícil, às vezes impossível. Se o paciente não entender que alguém está triste e com raiva por alguma coisa que tenha feito, não vê sentido no comportamento dos outros ao seu redor.
Uma grande quantidade de conhecimento é inconsciente e vem da capacidade de perceber como os outros possam pensar ou sentir. Conhecer as emoções dos outros por interpretar corretamente sinais não verbais torna a comunicação eficaz. A falta dessas características provocam falha no desenvolvimento de relações com pares da sua idade; falta de interesse espontâneo em dividir experiências com outros; falta de reciprocidade emocional e social.
Uma importante deixa para a comunicação é a capacidade de perceber o nível de interesse do ouvinte á partir de sua linguagem corporal ou expressão facial.  As observações dolorosas ou rudes acontecem devido à incapacidade de prever como os seus comentários afetarão outras pessoas. Paciente apresenta um olho muito bom para obter detalhes não percebidos pelos demais, mas na maioria das vezes é incapaz de interpretar o todo. A perturbação causa prejuízo clinicamente significativo nas áreas social e ocupacional e outras áreas importantes de funcionamento.
A boa comunicação é baseada na empatia, a capacidade de sentir com os outros e colocar-se na sua situação. Ter essa capacidade fará interação social acontecer de modo muito mais fácil. Compreender as emoções de pessoas propicia a capacidade de prever o seu comportamento e ter uma interação social adequada. Saber o que esperar ajudará a saber como reagir à situação. Para as crianças que são incapazes de levar em consideração como os outros possam sentir, pensar ou reagir, o mundo torna-se um lugar terrível para se viver.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Estratégias para incrementar comportamento positivo:


  1. Relacionamento depende de duas coisas: tempo e disposição para ouvir.
  2. Estabeleça um período de anotação desse comportamento antes de iniciar qualquer estratégia. Quatro dias. Anote a freqüência do comportamento e a forma que ele ocorre.
  3.  Todos escrevam o que está incomodando, cada um deve ler o que foi escrito por todos e pensar durante pelo menos um dia, em estratégias para modificar o que incomoda. Cada um pense nas formas como vai resolver a situação.
  4. Sentem com as propostas anotadas, e cada um por sua vez vai falar do que pensou em estabelecer para resolver. As regras devem ser claras e devem existir conseqüências para sua quebra.
  5. Defina o que é esperado, deforma clara, incluindo tempo que deve ser dispensado nesse comportamento, o que deve ser feito e o que não deve.
  6. Estabelecer regras claras para que aconteça a mudança de comportamento. Defina o que vai ser incrementado e o que vai ser extinguido ou diminuído.  As regras devem ser estabelecidas para orientar, então devem ser colocadas de forma positiva, explicando o que deve acontecer e como.
  7. Estabeleçam sinais que possam ajudar a lembrar das regras, por exemplo,
  •  Faça um relógio impresso e marque os ponteiros com o horário de início e fim das atividades, Deixe esse relógio em lugar visível.
  • Imprima uma imagem de um lugar bagunçado e marque um círculo em volta, cortado no meio, como um sinal de trânsito indicando proibido, e coloque nos lugares onde as bagunças costumam estar.
  1. Estabeleça regras familiares:
    • Diga a verdade
    • Tratem-se com respeito
    • Não argumente com os pais, argumentar significa que as regras foram quebradas.
    • Respeitem  as propriedades de cada um. Não invadam.
    • Faça o que seu pai ou sua mãe disserem na primeira vez, Não procrastine!
    • Peça autorização para ir nos lugares, com antecedência!
    • Jogue fora as coisas que você não precisa ou não usa há mais de seis meses.
    • Encontrem formas de ser gentis e corteses uns com os outros.
    • Definam as obrigações de cada um e conseqüências para a quebra dessas regras. Pais: cumpram as conseqüências, filhos: não reclamem, vocês sabiam!
  2. Não conversem sobre assuntos polêmicos quando estiverem irritados
  3. Reservem um período do dia, por exemplo, o horário de uma refeição, quando não tenham de sair correndo, para terem uma hora só de harmonia. Façam elogios, digam uns aos outros o que vocês gostaram que eles fizeram naquele dia, conversem sobre coisas amenas. É PROIBIDO DISCUTIR!
  4. Quando estiverem irritados, combinem uma forma de sinalizar para os outros, e nesse caso, respeitem até que a irritação passe. O ideal é ficar sozinho.
  5. Anote o que deve ser feito em uma agenda, cada dia, e conforme a coisas forem feitas, vá marcando com uma caneta grifa texto, para ficar evidente.
  6. O que não for feito, deve ser anotado na folha do dia seguinte.
  7. Estabeleçam lugar para as coisas que não podem ser perdidas, como telefones celulares e móveis, chaves, documentos.
  8. Façam uma”Caixa da bagunça”: as coisas que não puderem se guardadas na hora devem ir para essa caixa e deve ser estabelecido um prazo para que sejam guardadas em local apropriado. Tudo o que levar menos de três minutos para ser feito, deve ser feito na hora.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Dicas para o professor lidar com alunos com TDAH Parte 1


Dicas para o professor lidar com alunos com TDAH
Parte 1

·        Evite colocar alunos nos cantos da sala, onde a reverberação do som é maior.
·        Eles devem ficar nas primeiras carteiras das fileiras do centro da classe, e de costas para ela;
·        Evite cores muito fortes na sala e No uniforme como amarelo e vermelho. Cores fortes tendem a deixá-los ainda mais agitados, excitados e menos atentos.
·        Procure colocar tons mais neutros e suaves. Compare com o quarto de um bebê; agora pense: porque ninguém usa cores fortes nele? Estímulo demais não é bom para ninguém;
·        Faça com que a rotina na classe seja clara e previsível, crianças com TDAH têm dificuldade de se ajustar a mudanças de rotina;
·        Organize as carteiras em círculo, em forma de U, ao invés de fileiras a fim de visualizar melhor toda a classe e seu movimento;
·        Coloque esta criança próxima a outras mais concentradas e calmas, assim ele não encontrará seguidores para sua agitação;
·        Traga esta criança para perto de você, assim poderá ver se ela está
·        conseguindo acompanhar seu ritmo, ou se você precisa desacelerar um pouco. Isto o ajudará também a dispersar-se menos;
·        Afaste-as de portas e janelas para evitar que se distraiam com outro estímulos; Deixe-as perto de fontes de luz para que possam enxergar bem;
·        Não fale de costas, mantenha sempre o contato visual; Intercale atividades de alto e baixo interesse durante o dia, em vez de concentrar o mesmo tipo de tarefa em um só período;
·        Substituir aulas monótonas ou cansativas por aulas mais estimulantes que prendam sua atenção (o professor deverá ter muito preparo e ser bastante flexível com seu planejamento, mas ter cuidado para que o hiperativo não se empolgue demais);
·        Estes alunos adoram novidades, lance mão destes recursos não habituais para prender sua atenção. Peça ajuda ao professor de artes para trabalhar de forma
·        interdisciplinar. Estas crianças são muito criativas e se identificam muito com tarefas como criar, construir, explorar. Os adultos hiperativos poderão ter mais sucesso em carreiras ligadas a designers, publicidade, artes plásticas;
·        Repita ordens e instruções, faça frases curtas e peça ao aluno para repeti-las,  certificando-se de que ele entendeu;
·        Coloque sempre no quadro as atividades do dia para que este aluno perceba que há regras pré-definidas e previamente organizadas e que todos devem cumpri-las sem exceção de ninguém;
·        As tarefas não poderão ser longas. Deverão ter conclusão rápida para que ele consiga concluir a tarefa e não pare pela metade, o que é muito comum.
·        As tarefas maiores deverão ser divididas em partes para que ele perceba que elas podem ser terminadas.
·        Procure dar supervisão adicional aproveitando intervalo entre aulas ou durante tarefas longas e reuniões;
·        Permita que o aluno saia algumas vezes da sala para levar bilhetes, pegar giz em outra sala, ir ao banheiro. Estes alunos não gostam de ficar parados por muito tempo e desta forma estará evitando que ele fuja da sala por conta própria;
·        Peça que o aluno faça três riscos no quadro. Isto será o número de vezes que ele poderá sair. Cada vez que ele sair deverá apagar um risco no quadro. Isto funciona como um limite e tende a dar certo porque a criança se controla mais antes de pensar em sair da sala;